Área do Integrador

Como a automação torna a iluminação residencial mais sustentável?

Dimerização de iluminação residencial é uma alternativa que pode economizar até 30% da energia elétrica em casa. Descubra como isto é possível no post de hoje!

Iluminação Residencial torna sua casa mais bonita, confortável e econômica

A iluminação residencial costuma ser o primeiro passo para introdução de consumidores ao universo das smart homes. De acordo com a Pesquisa de Integradores da Aureside, 83,8% dos serviços solicitados aos integradores são deste tipo de subsistema. As facilidades de instalação associada aos sensores facilitam o rápido aprendizado e tornam estas soluções cada vez mais populares.

Porém, as vantagens da automação da iluminação residencial vão muito além da redução de custos. As casas inteligentes também valorizam as construções através da sustentabilidade. A partir de estruturas de rede em conjunto com LEDs, os projetos ilumináveis são totalmente “verdes”. Os ilumináveis também melhoram sua performance, dinamizando ainda mais a capacidade de customização do espaço físico da residência.

Como estas soluções funcionam e o que é preciso ser feito para tornar seu projeto luminotécnico ainda mais econômico? É o que veremos na postagem de hoje.

Iluminação em LEDs

A utilização de iluminação residencial por diodos emissores de luz associado a dispositivos de dimerização foi revolucionária para a otimização de eficiência energética. O controle de cargas direto em dispositivos de automação proporcionou muito mais economia associada a eficácia luminosa de acordo com a iluminação ambiente.

Atualmente, existem diversos formatos de iluminação LED e voltagens (12, 110, 220 V, bivolt) sendo os principais:

  • PAR ou AR
  • Dicroica
  • Tubular

Os LEDs começaram a ser usados na década de 60 como luzes indicadoras, mas chegaram as casas apenas em 1990. Seu funcionamento acontece através de semicondutores fabricados de gálio, silício, fósforo e outros metais. Através da movimentação de elétrons entre lacunas nos diodos, as lâmpadas emitem luz de forma autônoma e neutra. Ainda, em comparação com outros luminosos, como lâmpadas incandescentes, tem maior aproveitamento de luz e menor emissão de calor.

A emissão de luzes coloridas também é variável, de acordo com o composto de fabricação no diodo e dopagem utilizada no cristal. A interação entre a luz e a camada utilizada no LED, é determinante para o cromatismo emitido. Este método é o mais comumente usados em lâmpadas comuns. Outro tipo posteriormente criado foram os LEDs RGB. Composto de diodos vermelha, verde e azul, seu acionamento conjunto ou parcial emite diversas tonalidades de cor no mesmo equipamento.

Esta característica permitiu que os LEDs fossem facilmente introduzidos na automação residencial por sua capacidade de customização do espaço. Logo, arquitetos e designers de interiores tomaram interesse e começaram a utilizá-los na composição de seus projetos. Além disso, o controle da intensidade e cor em diodos está amplamente associado ao recurso de dimerização de dispositivos.

Dimerização de LEDs
O uso de diodos na iluminação residencial está alinhado com a automação pela sua capacidade de alta luminosidade e baixa emissão de calor

O controle de cargas é o maior diferencial da smart home e responsável direto pela sustentabilidade da iluminação residencial. Seu funcionamento ocorre através de sensores de luminosidade que captam e enviam dados ambientes para centrais da automação. A partir deste momento, as informações processadas em nuvem e decisões são tomadas automaticamente para a melhor climatização para o usuário da residência.

Mas estas etapas são apenas algumas das ações a serem tomadas: existem soluções que envolvem todos os subsistemas domóticos presentes. Como? De acordo com a complexidade oferecida pelo produto, a interação com as condições de temperatura, luz exterior e umidade ocorre. Em seguida, a automação responde de maneira variada às intemperes, sempre priorizando as configurações estabelecidas pelo consumidor ou integrador.

Por exemplo, vamos simular um caso. Em um dia de verão, uma casa automatizada recebe luz direta do sol e a temperatura está em 29 Cº. O usuário ajustou previamente sua cena para manter a temperatura do ar-condicionado em 25 C º.

Contudo, o consumo de energia elétrica está muito elevado. Como o sistema de automação residencial responderá?

  • Sensores de não-presença, termostatos e iluminação detectarão o aumento da temperatura e incidência solar no espaço interno da casa;
  • A central de automação recebe os dados, processará na nuvem e enviará comandos aos dispositivos;
  • Motores de cortinas e persianas serão acionados por rádio e se fecharão, diminuindo a iluminância da casa;
  • Sistema de ar-condicionado – com módulos infravermelho – serão desligados.
  • Para não reduzir a iluminação interna, ocorrerá a dimerização dos LEDs ligando parte da iluminação residencial em potência moderada.

Simples e prático! A maior vantagem da casa inteligente é possuir todo o espaço físico da casa integrado e responsivo as condições que influem sobre a residência. Estes benefícios podem reduzir em até 70%, os gastos mensais com a energia em casa.

Controle e ajuste de cenas

O controle de comandos de casa, sem dúvidas, é um dos principais valores destacados pelos integradores no convencimento do cliente. Por outro lado, estas opções de cenários também oferecem alternativas para automatização sustentável de iluminação residencial. Existem opções para desligamento total de casa – denominada master off – e configurações orientadas ao baixo consumo na fase de instalação.

Neste caso, tudo dependerá da capacidade do integrador em criar um projeto integrado e aplicações sensíveis ao usuário. No tocante ao projeto da integrado, seu desenvolvimento deverá envolver profissionais diretamente envolvidos na instalação da rede e projeto executivo. Só a participação de arquitetos, designers e projetistas dará know-how necessário para a iluminação residencial em dois aspectos: eficiência energética da rede e distribuição de luzes.

Primeiro, o envolvimento do projetista determinará a dimensão das instalações elétricas e materiais utilizados tornando, inicialmente, todo o processo sustentável. Seu trabalho evitará o desperdício de materiais com a instalação, evitará retrabalho com retrofit e melhorias da infraestrutura da rede. Segundo, os arquitetos e designers decidirão os recursos mais adequados a iluminância e todo planejamento estético do espaço. Estes aspectos estão diretamente envolvidos na sua escolha – enquanto integrador – de sensores, atuadores e módulos para o funcionamento adequado da automação.

Não menos importante, no lado do integrador, também é necessário o domínio eficiente de software para construção de aplicações. Isto dependerá também da empresa fabricante e da complexidade de automação residencial que será fornecedor. Existem soluções que já oferecem interfaces totalmente editáveis, com máxima customização da experiência de uso. Em outra mão, estão soluções mais rígidas quanto aos aplicativos, centralizadas na facilidade da instalação.

Não menos importante, cabe destacar a opção de comando remoto nativo que permite administrar o status de dispositivos da automação. Esta funcionalidade concede a possibilidade de desligar parcialmente ou gerenciar a intensidade das luzes de sua casa facilmente. Além da redução considerável do consumo, o usuário pode sair de casa sem preocupações sobre deixar as luzes ligadas. Tudo agora pode ser gerenciado facilmente pelo aplicativo de smartphone.

Conclusão

A sustentabilidade, enquanto conceito de contenção do impacto sobre os recursos naturais, se tornou um dos princípios da Domótica. Sendo parte deste contexto, a iluminação residencial automatizada consegue reduzir significantemente o consumo de energia gasta em luminárias. O recurso da dimerização inteligente permitiu uma administração totalmente independente orientada ao melhor desempenho de dispositivos e luminosos no geral.

Entretanto, o integrador tem grande responsabilidade no funcionamento sustentável da iluminação pois é o responsável pela construção do projeto integrado de automação. É crucial que ele atue como uma “ponte” entre usuários e os demais profissionais da obra, arquitetos e projetistas. Mais do que isto, sua participação envolve a supervisão da instalação de redes e o detalhamento do projeto arquitetônico. Estes passos são fundamentais para estabelecer quais serão as melhores soluções e equipamentos utilizados para uma automação “limpa”.

Por fim, ressaltamos para que integradores ofereçam serviços em mercados de interesse como automação de escritórios. A prestação de serviços de iluminação pode ser feita de forma similar às residências.

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