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O que é Internet das Coisas e por que você deveria apostar nela agora

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Internet das Coisas

A Internet das Coisas (IoT é a mais nova palavra da tecnologia. Mesmo não sendo um usuário assíduo, é muito difícil que você não tenha encontrado o termo enquanto navegava nos portais de notícias ou nas mídias sociais. E não é para menos: a IoT está em franca expansão em todo mundo. Serão até 20,8 bilhões de aparelhos conectados até 2020, segundo a empresa de consultoria Gartner.

De acordo com a Associação Brasileira de Automação Residencial (Aureside), a perspectiva é que 25% das empresas brasileiras cresçam neste ano de crise. Este é uma informação importante, pois revela que a estimativa de queda não se concretizou e o mercado está amadurecendo cada vez mais.

Se ainda não é possível um mercado consolidado como na Europa e nos EUA, saiba que a hora de investir em automação residencial é agora. A Internet das Coisas está em mudança constante e os modelos de negócios têm de estar preparados para novas oportunidades de valor, definição de stakeholders e profissões requeridas.

Chegou a hora de ser parte deste mundo de inovação. Nesta série de posts, listaremos boas razões do porquê é o momento certo para se tornar um integrador de sistemas de automação residencial.

Evolução da Internet das Coisas

A Internet das Coisas é um conceito abrangente que varia de acordo com abordagem que as empresas fazem acerca de sua perspectiva de mercado ou metodologia de processos. Foi citado pela primeira vez pelo diretor-executivo do Massachussets Institute of Technology (MIT) Kevin Ashton em 1999, em uma apresentação para a multinacional Procter & Gamble.

Ashton teve um insight visionário sobre o futuro do mundo digital. Em sua palestra, ressaltou o fato que a humanidade até então teria gerado uma enorme quantidade de dados a partir de suas interações com as ferramentas de computação, mas por sua limitada capacidade de tempo, perícia e atenção não se preocupara com os dados gerados pelos objetos no mundo real.

O cientista então questionou a plateia; se os homens tivessem “coisas” (things) capazes de captar e reunir de forma autônoma estes dados, isto capacitaria os usuários a mensurar e contar a informação gerada por estes sistemas, reduzindo o custo, desperdício e perdas com seu uso.

Kevin Ashton cunhou o termo Internet das Coisas em 1999

Estava lançado o desafio.

Contudo, o mundo teria de esperar mais alguns anos para iniciá-la. Primeiramente, as redes de conexão banda larga tiveram de ser consolidadas para a explosão da Internet. No mesmo ano, o estouro da bolha “ponto com” (link externo), fizera todo o otimismo com as empresas da Internet declinarem.

Ao longo da década passada, o crescimento do acesso pessoal à Web, barateamento de equipamentos e armazenamento de dados em nuvem impulsionaram a IoT. Além disso, a expansão das tecnologias de rede wireless, a criação do smartphone (IPhone) e protocolos de comunicação para integrar os dispositivos sem fio pavimentaram o desenvolvimento pleno da Internet das Coisas.

Valores de IoT na automação residencial
Internet das Coisas tem valores que balizam a tecnologia

Tecnicamente, é possível partir da perspectiva que as muitas definições de Internet das Coisas têm pontos chave; consideram o fato de que os objetos físicos estão interligados em rede, possuem capacidade de sensoriamento para captação e transferência de dados de sua atividade, do ambiente e dos usuários que interagem com o sistema através de suas interfaces de comando.

Desta forma, a Internet das Coisas pode ser vista como uma infraestrutura de dados, objetos físicos e virtuais em interação, cada qual desempenhando uma operação independente de geração de dados que serão integrados para construção de um sistema inteligente de processos, tais como a automação residencial.

É preciso ressaltar valores que são intrínsecos à tecnologia e que traduzem a capacidade de uma solução eficaz em smart home.

  • Identidade única de dispositivos, possibilitada pelo uso de radiofrequência (RFID);
  • Interoperabilidade, comunicação entre objeto através de protocolos (WiFi, Bluetooth, Z-Wave, outros);
  • Interconectividade, capacidade de operação conjunta através de centrais (hubs ou gateways);
  • Geração de dados a partir de sensores e atuadores, para transformação de energia em dados e transmiti-los;
  • Capacidade de procedimento de dados local, evitando perdas de configurações e definições do usuário por meio de centrais ou nuvem (analytics cloud).

Para a construção de um projeto robusto de automação residencial – isto é, que integre todos os subsistemas (segurança, iluminação, ar-condicionado, motores tubulares) – são utilizados dispositivos que explicitam esta capacidade de forma técnica (sensores, atuadores, módulos).

Na camada digital, o processamento em nuvem é utilizado para a análise segura dos dados recolhidos em tempo real e o gerenciamento do status de cada equipamento da solução.

Neste âmbito, surge a necessidade de profissionais qualificados e empresas com modelos de negócios arrojados, haja visto a complexidade dos mercados e evolução das necessidades. Mas como uma empresa ou profissional deve se posicionar no cenário da Internet das Coisas?

Um modelo de negócios dinâmico

Devido à sua incipiência, o mercado da Internet das Coisas é caracterizado pela flexibilidade, competitividade e constante necessidade de ajuste às tendências de tecnologia e investimento. Isto advoga o surgimento de modelos de negócios dinâmicos, centrados mais na construção de redes de conhecimento e serviços em comum (investidores, fornecedores) e menos entorno da empresa em si.

No tocante ao cenário brasileiro de automação residencial, as marcas buscam relações valorosas com seus clientes pelo modelo de integração. Consiste na formação técnica e comercial de profissionais para instalação e promoção de suas soluções (o sistema de automação em si) e modelo de negócios (valor e missão), autorizando-os como representantes da marca.

Obviamente, há sutis diferenças relativas à fidelidade do comprador e política de parceria das empresas fabricantes. Existem aquelas que terão condições de associação menos rígidas, permitindo que o integrador seja multimarcas. Geralmente, isto elevará seu lucro pelo agregado de vendas e facilitará a iniciação do profissional no mercado.

Contudo, é um modelo problemático haja visto que reduz a exclusividade do produto do integrador. Em outra mão, estão empresas apostam em pactos de parceria progressivamente vantajosas, de acordo com a associação opcional do cliente. Estas, estão centradas no valor integral da completude de sua solução. É o caso da Neocontrol.

É hora de apostar na automação residencial brasileira?

Sim, nós aconselhamos o investimento. Contudo, informamos ao futuro integrador alguns aspectos cruciais para entende-la antes de começar.

Não obstante, quem observa a evolução do cenário nacional terá em vista os seus correspondentes americanos e europeu antes de considerar sua entrada como investidor direto em empresas existentes ou criação de sua própria integradora de soluções.

Porém, existem diferenças profundas principalmente pelo perfil do usuário brasileiro e negócio. O modelo americano, existente desde a década de 1980, aposta em soluções para instalação pelo próprio proprietário da residência. Isto permite que o investidor local se dedique exclusivamente à produção de gateways multiprotocolos ou estabeleça seu business plan voltado à dispositivos que complementarão às soluções.

Abordamos anteriormente as diferenças entre os ecossistemas e soluções fechadas, predominantes no Brasil. Basicamente, as soluções fechadas são majoritárias aqui pelo usuário pouco disposto à instalação, alto custo de processos de homologação de protocolos e linhas de produtos às soluções e a taxação que incide os produtos de automação, o que torna soluções externas caras demais aos stakeholders.

Mas, ainda que este cenário não faça sua transição ao modelo americano no curto prazo, não necessariamente significa que as soluções se limitarão à cadeia de muitos integradores de sistemas pouco diferenciados na base e poucas marcas nacionais fabricantes de hardware e software no topo.

Há uma grande oportunidade para que os integradores tornem seu serviço de alto valor agregado e novos nichos de atuação dentro da própria automação residencial. Ainda, as atuais soluções brasileiras já oferecem capacidade técnica e comercial suficiente para que integradores entrantes e atuantes se tornem cada vez mais especializados.

É o que aprofundaremos nas próximas postagens específicas sobre o a atividade do integrador de automação.

Conclusão

A internet das coisas é um conceito mundialmente escalável, muito longe de atingir seu potencial total em países desenvolvidos e que começa a ser desbravado no Brasil. É preciso ter em vista que os recursos IoT não atuam somente ao espaço físico das casas, como também das futuras cidades inteligentes (smart cities) e segmentos de saúde, agricultura e automobilístico.

O novo ambiente é valioso e expansível. Ele oferece possibilidades de construção de modelos de negócios em rede, colaboração de empresas e estabelecimento de parcerias e associações produtivas para evolução de todo o corpo do mercado. É o que entidades como a Aureside faz e que a Neocontrol estimula, através de seus cursos e eventos em conjunto.

Hoje, o integrador de sistemas tem uma perspectiva otimista com a progressiva chegada de gadgets e evolução da qualidade das marcas nacionais. É preciso ressaltar que apenas 0,5% das casas brasileiras tem automação residencial e 1,9 milhão de casas tem condições de receber estas soluções, segundo a própria Aureside.

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