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O Que Fazer e Não Fazer em Sua Instalação de Home Theater

Cabeamentos corretos, distorção de som, posicionamento de caixas…Conheça quatro fatores determinantes para o sucesso de instalação de home theater

Instalação de Home Theater

A instalação de home theater é um dos tópicos de maior interesse em nossas postagens semanais.

Com lançamentos ocorrendo quase mensalmente, escolher o melhor sistema de home theater nem sempre é fácil. São dezenas de marcas e padrões diversos, que nem sempre são percebidas na hora da compra.

Aliás, é neste momento que a instalação de home theater se torna uma dor de cabeça para o consumidor.

Primeiro, porque a compatibilidade entre aparelhos possuem influência total na qualidade de áudio e vídeo. Dificilmente, os compradores conseguem lidar com as complexas variações de cabos e caixas para explorar todo o potencial de seu sistema de som.

Por outro lado, existem fatores externos que interferem diretamente na qualidade do áudio reproduzido, atenuados com um projeto de sonorização adequado. Este técnica, no entanto, está fora da alçada do usuário comum, sendo tarefa do profissional de áudio e vídeo.

Tudo que o seu cliente quer é uma sala multimídia confortável e intuitiva, com um home theater fácil de comandar.

Como tornar suas instalações de home theater interessantes ao cliente, sem cometer erros comuns de planejamento?

Nesta postagem, destacamos quatro dicas para fugir de erros e fazer a instalação completa de seus sistemas.

Não avalie seus equipamentos apenas pela potência
Potência é o único Fator de Instalação de Home Theater

A potência é um fator importante, mas não é determinante para a instalação de home theater e caixas. Além disso, nem sempre a potência é sinônimo de “volume” maior fornecido pelos aparelhos, um erro bastante comum cometido por compradores.

Ao comprar seu home theater, o consumidor tem acesso apenas a potência de raiz quadrática média (RMS) de seu equipamento.

Esta métrica – que compreende o valor das caixas somados de cada sistema -, tenta encontrar um parâmetro médio de potência, consideradas as distorções harmônicas ao longo do ciclo de reprodução do áudio.

Quando ocorre o acréscimo de muita energia, a “sobra de potência” pode queimar caixas de som de capacidade inferior ao receiver.

No entanto, é fácil evitar estes problemas.

Em primeiro lugar, confira se os seus amplificadores e caixas acústicas têm um mesmo padrão de potência. Saber se a saída do receiver “conversa” com a capacidade de entrada de suas caixas acústicas é essencial para o bom funcionamento.

Não menos importante, é observar a sensibilidade de caixa – medida em decibel (Db) -, que afere quanto do gasto de energia será transformado em som pelos amplificadores.

Caixas de sensibilidade maior trabalham com menos energia (potência), fornecendo uma qualidade de som com volume “mais alto” e econômico que sistemas de alta potência.

Não obstante, o volume alterado nos equipamentos, corresponde exatamente a quantidade de decibéis por watt a um metro de distância do usuário. Isto denota, que, a cada watt adicionado, um número de decibéis será incrementado, variando a sensação sonora do usuário.

Além de cumprir estas especificações, fique atento às dimensões da sala para fazer a instalação de home theater. Se as dimensões do espaço são menores (15 m²), aposte na potência mais baixa ou mesmo em um soundbar.

Posicione Corretamente suas Caixas

Fazer o posicionamento correto de caixas não é um fato isolado na instalação de home theater.

Antes de tudo, é preciso estudar a sonorização de ambiente, a ocupação do espaço físico e a capacidade do equipamento escolhido.

É o que denominamos como acústica, o ramo da física que estuda a propagação do som nos meios físicos do ambiente.

Lembre-se que o áudio é reproduzido em ondas, que se espalham por todo o ambiente. Como consequência, o som é refletido quando colide com objetos, mudando a percepção do ouvinte de acordo com seu posicionamento.

No tópico passado, destacamos a importância de um equipamento com potência ajustada ao metro quadrado da sala. Agora, vamos abordar algumas características do ambiente que influenciam na percepção de som.

Para iniciar sua instalação do home theater, tenha como referência a posição do usuário na sala e a dispersão dos alto-falantes no meio.

É natural que os ambientes maiores demandem equipamentos mais potentes para preencher seu espaço físico. No entanto, a disposição de mobiliário influi diretamente na dispersão de som.

Quanto mais objetos em casa, menor será a propagação das ondas sonoras. Em uma sala cheia, a sensação de retorno é muito menor, o que aumenta a experiência de cinema do usuário.

Escolha o Equipamento Ideal em sua Instalação de Home Theater

Não menos importante, considere a quantidade de caixas do sistema de home theater instalado. Os modelos mais comuns no mercado tem o seguintes padrões de canais:

  • Sistemas 5.1 ou 5.2: duas caixas frontais, um subwoofer, duas caixas de som surround traseiras;
  • Sistemas 7.1 ou 7.2: duas caixas frontais, uma caixa central, um subwoofer, quatro caixas traseiras.

Os alto-falantes traseiros (com efeito surround) precisam ficar em semicírculo ao redor do usuário, pois simulam o movimento em cena. Caixas graves ou subwoofer são posicionadas ao chão, pois simulam impacto direto ao peso sonoro.

Fuja de Cabeamentos de Baixa Qualidade
Use Cabeamentos Adequados de Instalação de Home Theater

De nada adiantará um investimento em sonorização de ambientes, se no final das contas, sua transmissão for ineficiente.

Pense nos arquivos que utilizamos. Baixamos diariamente vídeos com dezenas de gigabytes!

Agora, imagine como transmiti-los simultaneamente, direto para receivers que farão a reprodução dos dados.

No início da transmissão analógica, as redes basicamente transmitiam áudio e vídeo em forma de energia. Assim surgiram os cabos RCA.

Sua evolução foram os cabos coaxiais de cobre, com revestimentos metálicos, que permitem transmissão a partir de 10 mbps. Além do aumento da velocidade, esta evolução representou o início da transmissão digital.

Com a capacidade de transmissão digital, surgiram os cabeamentos de fibra óptica, HDMI e suas gerações. Estes materiais permitiram que a transmissão analógica fosse convertida em bits.

Hoje, todos estes cabos estão disponíveis para a instalação de home theater. No entanto, qual uso direcioná-los, não prejudicando a performance do equipamento?

5 Tipos de Cabeamentos

Bom… não existe uma resposta certa!

No entanto, considere quais equipamentos serão prioritários na ligação com home theater, para racionalizar suas conexões.

Nas atuais transmissões digitais, os cabos coaxial SPDIF e óptico transmitem vídeo com eficiência e não possuem grande diferença na qualidade de áudio. Mesmo que a fibra óptica seja imune a ruídos elétricos, possuem o mesmo protocolo e qualidade de som.

Caso o equipamento de TV tenha opção 3D ou 4K, o HDMI ARC é ideal para transmissão, pela alta quantidade de dados que exigem. Além disso, ele permite que o áudio seja transmitido em duplo sentido entre TV e receiver.

As transmissões digitais televisivas e videogames priorizam a qualidade de vídeo e colocam o som em segundo plano. Porém, o conteúdo em 4K ainda é bastante restrito aos aplicativos de streaming e games.

Portanto, avalie o que o usuário priorizará. Saiba que, quanto maior a capacidade de transmissão, melhor será sua qualidade de reprodução.

Reduza o número de controle remotos de seu sistema
Reduza o Número de Controles na Instalação de Home Theater

Ao longo da instalação do home theater, não se esqueça que a usabilidade é essencial em seu projeto. Cada usuário possui demandas e limitações específicas, que farão a total diferença em sua experiência de consumo.

Embora cada planejamento demande sua própria personalização, a redução de controles é uma solução interessante para grande parte de seus clientes.

Afinal, estima-se que a sala de home theater tenha até oito controles remotos para equipamentos! Dificilmente, o usuário recordará qual remoto responderá para a TV, ao blu-ray ou ao aparelho de som.

Quando os equipamentos de home theater e TV possuem a mesma marca, é possível que o console integre comandos para todos os aparelhos. Caso contrário, você pode recorrer a instalação de um sistema de automação residencial.

Através da integração de aparelhos com periféricos emissores de infravermelho, seu sistema de automação para áudio e vídeo estará centralizado em aplicativos de smartphone e tablet.

Estas soluções são fáceis e não pesam no orçamento do cliente: o custo de um sistema de automação sem fio custa, em média, 1% do preço de obra. Em termos de custo-benefício é excelente, pois permite expansão para outros sistemas de casa.

Seu projeto de home theater poderá contar com automação de iluminação e de ar-condicionado integrados, trazendo comodidade para o usuário final da smart home.

Caso seu cliente queira preparar sua sala como um cinema, ficou fácil: basta acessar o aplicativo e configurar uma cena que automatize luzes e climatização a seu gosto.

Conclusão

Nesta postagem, exploramos algumas dicas para construir uma instalação de home theater que leve a melhor qualidade de áudio e vídeo ao consumidor.

No entanto, não pare por aqui: é preciso muito conhecimento específico para indicar a melhor solução ao seu cliente.

Padrões de imagem e som estão evoluindo constantemente. Por exemplo, a imagem em 8K está em pleno desenvolvimento enquanto nem mesmo o padrão 4K está mundialmente consolidado!

No momento, as dicas que foram apresentadas já viabilizam boa parte de seu trabalho. Além delas, destacamos algumas outras para aperfeiçoar suas técnicas.

  • Ligue individualmente seus cabeamentos em tomadas, de preferência com aterramento;
  • Mantenha o padrão de equipamentos, para a compatibilidade entre ligações e capacidade de áudio e vídeo;
  • Instale seus equipamentos com conduítes, canaletas e fiações de qualidade para evitar incêndios em caso de curto-circuito.

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